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O freio que salva!

  • 28 de maio de 2025
  • por Ivo Mattos
Problemas nos freios de caminhões ainda representam riscos nas rodovias, alerta Arteris

Com foco na segurança dos motoristas e na prevenção de acidentes, a Arteris intensifica as ações voltadas a caminhoneiros e caminhoneiras neste Maio Amarelo. Um dos principais pontos de alerta é a falta de manutenção preventiva dos sistemas de freio, que ainda aparece com frequência nas abordagens realizadas em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), nas regiões onde a empresa atua.

Falhas mecânicas ainda representam riscos no trânsito, um problema recorrente e crítico nas estradas brasileiras. De acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal, somente em 2024 foram fiscalizados mais de 1,67 milhão de veículos de carga e 79 mil ônibus. Desses, mais de 23 mil caminhões, 13 mil semirreboques e 1,2 mil ônibus foram recolhidos por estarem em condições inadequadas de circulação. No ano passado, problemas com o freio dos veículos ocasionaram 282 acidentes, segundo a PRF, com 266 pessoas feridas e 19 mortas.

“Gambiarras” que colocam vidas em risco

Além da ausência de manutenção preventiva, os policiais frequentemente identificam adaptações perigosas — conhecidas como “gambiarras” — feitas pelos motoristas no sistema de freios. Essas práticas incluem:

Anulação do sistema ABS, que impede o travamento das rodas em freadas bruscas, aumentando o risco de derrapagens e tombamentos;

Desativação de válvulas de segurança, responsáveis por bloquear a circulação do veículo em caso de falha no freio de emergência;

Uso de arames, pedaços de madeira e até chinelos para substituir peças danificadas nos freios;

Remoção de fusíveis que sinalizam falhas no painel, para evitar alertas de manutenção.

Essas ações, muitas vezes, motivadas pela tentativa de reduzir custos ou manter o veículo em operação, expõem motoristas, colaboradores das concessionárias e todos os demais usuários das rodovias a riscos extremos, principalmente, em trechos de serra, onde a frenagem eficiente é vital.

“O problema do freio não é apenas técnico, é humano. Muitos acidentes com veículos pesados poderiam ser evitados com a manutenção preventiva, responsabilidade no transporte de carga e atenção às orientações de segurança, principalmente, aos limites de velocidade”, destaca Marcelo Sato Mizusaki, superintendente do Núcleo de Operações da Arteris.

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