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Papel estratégico!

  • 28 de janeiro de 2026
  • por Ivo Mattos
Safra 2026 exigirá ajustes logísticos e reforça papel estratégico do Transporte Rodoviário de Cargas em Londrina

O primeiro prognóstico da safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas para 2026 indica um cenário de ajustes para o setor logístico. De acordo com dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, a produção nacional deve somar 332,7 milhões de toneladas no próximo ano, uma redução de 3,7% em relação à safra recorde de 2025, que alcançou 345,6 milhões de toneladas.

A retração prevista está concentrada principalmente em culturas com forte impacto logístico, como milho, trigo, arroz, sorgo e algodão, enquanto a soja apresenta projeção de crescimento de 1,1%. Mesmo diante desse cenário, o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) segue como elemento central para o escoamento da produção agrícola, especialmente em regiões estratégicas como Londrina e o Norte do Paraná.

Segundo o presidente do SETCEPAR, Silvio Kasnodzei, a redução percentual deve ser analisada com cautela. “A safra de 2025 foi histórica e elevou a base de comparação. Mesmo com a queda prevista para 2026, o Brasil segue operando em um patamar de produção muito elevado, o que mantém o Transporte Rodoviário de Cargas fortemente demandado”, avalia.

Kasnodzei destaca que o impacto para o TRC não se resume apenas ao volume absoluto transportado. “A logística do agronegócio envolve escoamento, armazenagem, redistribuição de estoques e exportação. Em muitos casos, uma safra menor exige ainda mais planejamento, eficiência operacional e integração entre os elos da cadeia, o que reforça a importância do transporte rodoviário”, explica.

Na região de Londrina, a expectativa é de que o impacto da safra 2026 seja mais de adaptação do que de retração. O Norte do Paraná ocupa uma posição estratégica no mapa logístico nacional, conectando áreas produtoras a importantes corredores rodoviários e aos principais mercados consumidores e portos. “Londrina segue sendo um polo importante para o escoamento de grãos. A região possui infraestrutura, localização privilegiada e empresas preparadas para ajustar suas operações conforme a variação da produção”, afirma o presidente do SETCEPAR.

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