Índice ABCR apresenta forte avanço (2,6%) em agosto comparação dessazonalizada com julho
O Índice ABCR referente a agosto de 2026 apresentou expansão (2,6%) na comparação dessazonalizada com julho. O índice que mede o fluxo pedagiado de veículos nas estradas é construído pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias juntamente com a Tendências Consultoria. Na comparação dessazonalizada, o resultado refletiu altas de 2,8% nos veículos leves e 0,7% nos pesados. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice total cresceu 2,7%, impulsionado pela alta de 1,9% no fluxo de veículos pesados e de 3,0% do segmento de leves. Nos últimos doze meses, o índice total avançou 2,2%, fruto dos aumentos de 2,5% de veículos pesados e 2,1% de leves.
“Em agosto, o fluxo total de veículos nas praças pedagiadas da ABCR avançou na série dessazonalizada, impulsionado principalmente pelo forte crescimento do segmento de veículos leves e, em menor medida, pela expansão do tráfego de veículos pesados. Os veículos leves registraram a segunda alta consecutiva, recuperando integralmente as perdas observadas entre maio e junho, em um período favorecido pelo retorno às aulas e pelo fim das férias de julho. A demanda das famílias continua sustentada por fatores como a resiliência do mercado de trabalho, a geração de empregos e o aumento da massa de renda, que favorecem a mobilidade e as viagens rodoviárias. Por outro lado, juros elevados, crédito restrito e o alto nível de endividamento das famílias seguem limitando um crescimento mais expressivo do fluxo”, comentam os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert.
“O fluxo de veículos pesados voltou a crescer na margem, recuperando a queda observada no período anterior. O segmento segue sustentado pela demanda logística e pelo escoamento das produções industrial e agropecuária, especialmente da segunda safra de milho e da soja. Por outro lado, custos operacionais elevados, crédito restritivo e incertezas sobre os preços dos combustíveis continuam limitando uma expansão mais robusta da atividade”, pontuam.