Tráfego nas rodovias de SP cresce 7,8% em um ano; fluxo de pesados recua 1,3% em agosto
O tráfego de veículos nas rodovias de São Paulo cresceu 7,8% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O avanço foi observado nos dois recortes monitorados: o fluxo de veículos leves aumentou 8,0%, enquanto o de veículos pesados cresceu 6,4% no período.
Na comparação com julho, o movimento nas estradas paulistas avançou 1,5%, já descontados os efeitos sazonais. O resultado combinou comportamentos distintos entre os tipos de veículos: as viagens de leves aumentaram 1,9%, enquanto as de pesados recuaram 1,3%.
Para Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe, os números mostram que o movimento nas rodovias paulistas mantém uma trajetória de crescimento, apesar das oscilações entre os diferentes tipos de veículos.
“São Paulo apresenta um crescimento consistente do tráfego quando analisamos períodos mais longos. O resultado mostra que as rodovias continuam com um fluxo relevante de veículos, embora o comportamento possa variar entre leves e pesados de um mês para outro. Acompanhar essas mudanças ajuda a entender melhor a dinâmica da mobilidade e as necessidades de quem utiliza as estradas.”
No acumulado de janeiro a agosto, o tráfego nas rodovias do Estado registra alta de 5,3% ante o mesmo período de 2025. O crescimento foi observado nos dois segmentos, com avanço de 5,4% no fluxo de veículos leves e de 4,9% no de pesados. Nos últimos 12 meses, em comparação com os 12 meses anteriores, o tráfego total cresceu 4,8% em São Paulo, com alta de 4,8% entre os veículos leves e de 5,1% entre os pesados.
Alguns fatores podem ajudar a contextualizar a diferença observada em agosto entre veículos leves e pesados. O retorno mais completo às rotinas de trabalho e estudo após as férias de julho, em um contexto de mercado de trabalho formal ainda positivo, pode ter favorecido os deslocamentos de veículos leves.
Comparativamente, a queda dos pesados deve ser interpretada com cautela: apesar do recuo na margem, o segmento segue em alta nas comparações com o ano anterior, no acumulado de 2026 e em 12 meses, o que sugere uma possível oscilação de curto prazo, sem evidência, por enquanto, de mudança de tendência.