Jeep Renegade não perdeu a essência desde seu lançamento. Com mudanças pontuais que não o descaracterizaram com o tempo, agora ele é hibrido também
Se tem um automóvel que não perde sua essência com o passar dos anos é o Jeep Renegade. Desde 2015 ele teve algumas mudanças, face lifts, novos motores, mas nunca deixou suas características desde seu lançamento. E agora, mais uma mudança, talvez das mais importantes, mas que, também não afeta seu jeitão quadrado, pesadão, mas que encanta: sim, agora ele é hibrido.
Mas, falemos antes das dimensões que não mudaram. Temos 4.27 m de comprimento, 1.70 m de altura, 1.80 m de largura e entreeixos de 2.57 m. Na versão Sahara testada, as rodas são aro 18 225/55 e ele esta com grades novas e para choque também com novo desenho, além do sistema óptico estar mais moderno. Na traseira, nada de mudanças.
Excelente ergonomia e agora tecidos no painel e portas
Já na interna ele está diferente. De cara você nota os tecidos nas portas e em parte do painel. Deu um ar de mais sofisticado. As saidas de ar tem detalhes em laranja. Combinou legal. No banco do motorista ele é elétrico e são 8 posições para você achar a sua preferida. A ergonomia continua excelente.
E também ele está bem equipado. Freio de estacionamento eletrônico, ar digital duas zonas, carregador de cel, alerta de saída de faixa, alerta de fadiga, multimidia de 10.1”, frenagem autônoma de emergência, alerta de ponto cego, farol auto automático, sensores traseiros e dianteiros, reconhecimento de placa e um belo teto panorâmico que abre mesmo. Dá uma baita amplitude para o veículo. Só faltou o controle de velocidade adaptativo. Merecia!
Motor
Mas é no motor que está a novidade. O T 270 1.3 turbo flex de 176 cv e 27.5 kgfm de torque tem a companhia do conjunto elétrico de 48 V, acoplado a um alternador que gera mais 6.5 kgfm de torque. Ele não gera tração nas rodas e sim serve para auxiliar nas saídas de semáforo, subidas e ultrapassagens. É o famoso hibrido leve.
Na prática, se percebe a atuação do conjunto hibrido nas cidades. É ali quele ele funciona efetivamente. Pelas ruas é possível economizar cerca de 6% a 8% de combustível, algo que não funciona nas rodovias, onde o sistema não vai ajudar em nada. Minhas médias foram 10.9 km/l na cidade e 10 km/l na rodovia com etanol. Contudo, a dirigibilidade não mudou. O motor conversa bem com o câmbio automático de seis marchas e tem fôlego quando você precisa. Nota 9.5!
Teto solar panorâmico é um show a parte
No fim das contas, o Renegade continua com sua essência. Gostoso de guiar, com boa tecnologia, confortável como sempre…poderia estar com um sistema elétrico “puro”? Sim, a concorrência já está aí e vendendo bem. Por cerca de R$ 175.990, ele tem muita lenha para queimar!