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Arocs: o brutamontes da Mercedes quer ser o “rei da mina”!

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Extrapesado chega com atributos de sobra para conquistar a clientela. Já são mais de 200 vendas desde o lançamento

Há algum tempo o mercado pedia e agora ele esta aí: o Arocs da Mercedes-Benz chegou e tem atributos de sobra para “mandar” no setor de mineração do país. Sim, o brutamontes da estrela de três pontas neste primeiro momento vai operar nos segmentos mais pesados do fora de estrada como a mineração, construção civil pesada e grandes obras de infraestrutura.

Desenvolvido pela engenharia da marca aqui no Brasil, o extrapesado foi pensado para operações extremamente severas e claro, a Mercedes-Benz mais uma vez fez valer seu mote de ouvir as necessidades especificas de cada parceiro de negócios. “Muito importante para nós é que o Arocs atende cada exigência que nós ouvimos diretamente dos nossos clientes. Por isso, eu não canso de repetir: As estradas falam e a Mercedes-Benz ouve cada voz. E agora também: as mineradoras falam e a Mercedes-Benz ouve cada voz delas”, crava Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil.

Bruto é pouco: CMT de 150 toneladas e 58 toneladas de PBT no “lombo”

Bruto

Para começar a brincadeira, uma “olhadela” nas características. O modelo 8×4 tem PBT para até 58 toneladas e CMT de 150 toneladas, preparado para receber básculas de 20 a 24 metros cúbicos de capacidade. O motor é OM 460 LA de 13 litros do novo Actros, com potência de 510 cv a 1.800 rpm e torque de 2.400 Nm a baixos 1.100 rpm.

Quer mais? De nada adianta um potente motor sem uma caixa muito bem adequada a ele. Então, para acompanhar tudo isso o Arocs vai com o automatizado PowerShift G340 de 12 marchas na sua terceira geração, sem pedal de embreagem e três modos de operação (Economy, Standard e Power Off-Road). 

Para “casar” com a caixa Powershift, dá-lhe uma embreagem bidisco de 400 mm, com torque máximo de até 3.300 Nm.  A espessura de cada disco é de 3 mm e todo o sistema de acordo com a montadora entrega uma longa vida útil e mais disponibilidade do veículo. Em outras palavras, mais “dim dim” para o cliente.

“O Arocs 8×4 é a evolução da Mercedes-Benz no segmento off-road, que atendíamos, até pouco tempo, com o Actros 4844 8×4”, ressalta Leoncini. “Ele será a nova referência no Brasil, sem dúvida. Oferecemos a melhor disponibilidade e conforto no fora de estrada”.

Aguenta o “tranco”

Ele é equipado na suspensão dianteira por molas parabólicas de 4 lâminas assimétricas, com  capacidade de carga de 9 toneladas para cada um dos dois eixos dianteiros direcionais. Na traseira foram colocadas molas parabólicas reforçadas com 100 mm de largura. Além de ótima estabilidade, tem maior rigidez. Portanto, vida útil mais longa.

Suspensão traseira: robusta como tem que ser e capacidade técnica de até 20 toneladas por eixo
 

Tamanha severidade na operação exige segurança pelo menos na mesma proporção. Aí entram principalmente os aparatos tecnológicos. Para começar, o sistema de freios vem com ABS e ASR. A dupla confere maior segurança graças à distância de frenagem otimizada em comparação com os sistemas de freios convencionais. Junte-se isso ao Hill Holder, que facilita e muito a saída em aclive sem deixar o bruto voltar.

Um diferencial também foi a Mercedes equipar o brutamontes com freio o a tambor nos eixos dianteiro e traseiro. Tal solução se destaca pela alta segurança de direção. Tudo deixa a frenagem precisa, com progressividade controlável devido à integração com o freio eletrônico. Some a isso a um pedido especial dos clientes, segunda a montadora. Sim, o freio retarder a óleo. Em combinação com os demais sistemas de freio, o retarder, com cinco níveis de operação oferece cerca de 900 cv de potência de frenagem a 2.300 rpm. Mais não precisa certo?

Na prática

E a Rede do Transporte foi conferir ele de perto. Este editor que lhes escreve com seus 1.76 m ficou pequeno perto do “bicho”. Também, só de altura são quase 4 metros. Olhe a grade, os parachoques, a proteção dos faróis, ande até a porta e veja a altura dos degraus. Aí dê uma conferida na suspensão com seus feixes de molas (quatro na dianteira e cinco na traseira), mais os eixos independentes para maior estabilidade e conforto e saberás que está diante de um “bruto” de verdade.

Degraus: adaptado ao biotipo do condutor latino americano

Ao lado, todo o cuidado na segurança dos tanques de combustível, arla e o sistema de auto lubrificação (sim, imagina ele na mina todo sujo e os mecânicos tentando achar os pontos de lubrificação), uma excelente ideia para este tipo de operação.

Mas é dentro dele que toda robustez dá lugar ao conforto e ergonomia. O espaço interno é generoso com 2,2 metros de largura e 1,6 metro de altura, vários porta objetos, bancos com níveis de regulagem, volante ajustável em altura e profundidade. E por falar em volante, a direção é “uma pena” de tão leve. Tamanha facilidade e leveza nas manobras e esterços chega até a contrastar com a brutalidade do lado de fora.

Comandos a mão, de manuseio intuitivo reforçam a ergonomia que com certeza vão deixar o condutor menos stressado e menos cansado depois da jornada de trabalho. E apesar do ambiente de trabalho “barulhento” em uma mina, o conforto acústico também se destaca. Em nosso teste deu para perceber que o sistema auditivo do “motoca” será poupado.

Apesar da severidade externa, muita ergonomia e conforto no cokpit

Durante a jornada, a segurança está garantida. Mesmo carregado, o “bom” motorista não precisará acionar o pedal do freio. Graças ao retarder com seus cinco níveis de acionamento e totais 900 cv de potência é fácil operar o brutamontes. Aí quem agradece é o “patrão”. Exigindo menos do freio é menor desgaste de lonas, sapatas e todo o sistema, além de um menor número de paradas para manutenção.

Além da função Hill Holder que não deixa o veículo dar aquela descidinha em aclives antes de sair, impressiona a função Holder. Esse sistema se aciona automaticamente pisando mais forte no freio, “travando” o Arocs no chão. O freio de estacionamento eletrônico com sistema de emergência, quando se abre a porta ou desliga o veículo, é acionado automaticamente oferecendo maior segurança. Imagina 58 toneladas no “lombo” e de repente o veiculo começa a descer desgovernado? Com o Arocs isso definitivamente não irá acontecer.

Cereja do bolo

Como o Arocs “nasceu para sofrer”, a Mercedes-Benz já tem todo o plano montado para que esse sofrimento em uma operação tão severa não se transforme em algum problema maior. Para isso, o cliente pode optar por ter uma loja de peças in company e itens agregados em estoque. Outra possibilidade interessante é a montadora oferecer o chamado Truck OFF Center. Ou seja, ter praticamente toda a estrutura de peças e serviços de um concessionário dentro do local de trabalho.

Tanques de arla e combustível: proteção reforçada para aguentar o tranco

Também irá contar como grande diferencial a fabricante oferecer para instalar uma oficina ou um mecânico totalmente dedicado nas instalações do cliente. Aí entra a tecnologia.  O mecânico pode fazer o uso do Óculos de Realidade Virtual. Conferimos de perto o mecânico “enxergando” o problema e já acionando o concessionário para que o problema seja corrigido em um menor intervalo de tempo, seja na realização de um serviço ou mesmo identificando uma troca de peça.

Agora, um dos pontos que irá fazer “crescer os olhos” dos clientes será o perseguido TCO, que incomoda muita gente e sim, é fator importantíssimo de aquisição. No desenvolvimento do Arocs, a Mercedes foi atenta em relação a concorrência. E aí apresenta na hora da proposta de fechamento de compra o argumento para derrubar. O veículo da concorrência tem um tempo de manutenção 2,5 vezes maior que o Arocs. Isso quer dizer que o bruto da estrela terá 49% menos paradas ou exatas 22 paradas a menos. Se caminhão não pode parar, o Arocs vai longe.

Leoncini: orgulhoso do brutamontes que já vendeu mais de 200 unidades

“Nosso objetivo é que o cliente alcance mais disponibilidade com seu caminhão, mais produtividade e mais rentabilidade”, afirma Silvio Renan, diretor de Peças e Serviços ao Cliente da Mercedes-Benz do Brasil. Já são mais de 200 vendas do Arocs desde seu nascimento. Em um mercado com ótimas opções, esse mais novo “parrudo” chega com credenciais para se tornar o “rei das minas”. A julgar pelo que vimos e conferimos, é só dar a coroa.

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