Reportagens Especiais

E o Tector virou o “queridinho” da distribuição

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Modelos 9.190 e 11.190 começam a ganhar grande destaque no mercado

Lançado há apenas dois anos, os Tector 9.190 e 11.190 da Iveco não demoraram e conquistaram definitivamente seu lugar no mercado. E mais: pelo jeito são os novos “queridinhos” do setor de distribuição nas cidades. Para se ter uma ideia, o modelo de 11 toneladas (11.190) da montadora de Sete Lagoas (MG) foi o que mais aumentou suas vendas de janeiro a março deste ano, se comparado ao mesmo período de 2020. E os números de licenciamentos da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) estão aí para tirar qualquer dúvida. O modelo apontou um crescimento de 177% maior entre os concorrentes.

Ergonomia é ponto forte para as operações do dia a dia

Tector: interior se destaca

Razões? Este editor que lhes escreve tem algumas percepções, formadas na ocasião de seu lançamento em junho de 2019, durante o test drive. Logo ao entrar, seja no modelo 9.190 ou 11.190, o painel funcional somado a facilidades do dia a dia como radio, vidros elétricos e volante com ajuste de altura e profundidade já dão uma expectativa boa do que se vai encontrar.

Primeiramente, o Tector traz volante de boa empunhadura, comandos a mão, alavanca de câmbio no painel a lá vans e furgões. Uma bela “sacada”. E que, juntos a posição mais alta da cabine, fazem a diferença e garantem a tão buscada ergonomia. Ou como chamamos aqui na redação, traz “automobilização dos caminhões” ou seja, um caminhão que parece um automóvel na condução.

E de fato, durante a operação do dia, manobrar e o entra e sai para carregar e descarregar, que as vezes sobra para o próprio condutor não são “sofríveis”. “Uma solução genial essa. Isso porque, o dia inteiro de trabalho não fica tão cansativo, não atrapalha o entra e sai”, coloca Cristiano Antonio Bueno, profissional das estradas há pelo menos 26 anos e que, depois de passar pelo menos uns 10 dias testando o Tector modelo 11.190, resolveu “bater o martelo” para comprá-lo, por meio do consórcio Iveco.

Aliás, Cristiano (conhecido pelos vídeos nas redes sociais), que compartilha seus fretes com a esposa Elaine Bueno, é um daqueles profissionais que chamamos de “chatos”, mas no bom sentido. Conhecedor de detalhes técnicos de todas as marcas, coloca tudo na ponta do lápis para extrair o melhor do caminhão e claro, da operação. “Preciso ter lucratividade durante o trabalho. Caminhão é uma ferramenta. Então, você precisa conhecer muito bem com o que vai trabalhar”, explica. 

Coração forte

E está aí um quesito bem importante no mercado de distribuição. Afinal, não adianta uma bela ergonomia se o coração não responde na hora de acelerar. Por isso, ambos trazem o FPT da família NEF de 4 cilindros e 190 cavalos, que entrega 62.2 kgfm de torque logo a 1.350 rpm em conjunto com o câmbio de seis marchas. O editor aqui dá um pitaco: fiquei surpreso na hora de acelerar, sentindo como enche rápido a turbina e o veículo ganha velocidade.

Motor FPT de 190 cavalos garante potência de sobra

“O melhor de todos os caminhões nesta faixa. Muito superior aos concorrentes na potência. Mesmo carregado, muitas vezes não precisei baixar a marcha. Este tipo de caminhão se anda no baixo giro, então potência e torque estão na medida”, opina Cristiano.

Pois quem faz coro ao colega quando se fala de motor é José Tadakatsu Kimura, proprietário da Nikkey Shopping das Plantas, em Jundiaí (SP). Utilizando o veículo para o transporte das flores, peças e vasos, Kimura destaca a força. “No trânsito urbano o Tector é muito bom, suave e entrega o que precisa. Na estrada, muitas vezes nem preciso trocar de marcha. Até em morro, fico na sexta mesmo e carregado”, explana.

Um destaque que não dá para deixar passar é durante a “lida” nas trocas de marcha. Sem solavancos, o escalonamento vai bem obrigado e mesmo com os vidros fechados, ruas ou estradas, é bem perceptível o nível baixíssimo de ruído no habitáculo. Caminhão novo? Que nada. Cristiano tem a resposta: “aí quem faz a diferença é o trambulador utilizado pela Iveco. Não deixa passar ruído não”, frisa.

Mas deve gastar não? Aí é claro, vai depender do “pezinho” ou “pezão” de quem dirige. Portanto, seja na rua ou na estrada e utilizando os recursos disponíveis como o piloto automático e freio motor (no caso de rodovias), não existe surpresa. “Eu particularmente fiquei muito satisfeito em relação ao consumo. Em minhas viagens pude constatar até economia em relação ao caminhão que já tenho. É claro que depende de como se conduz, porém, como digo, caminhão é ferramenta e precisamos saber utilizá-lo de maneira correta”, coloca Cristiano.

Check obrigatório

Outro ponte forte nos dois Tector está na facilidade da revisão diária. Profissional que se preze precisa estar atento a nível de óleo, água, radiador etc. Então, aquele check diário é obrigação. Aí percebemos mais facilidade. É só abrir a tampa frontal que está tudo ali muito a mão. Verificar tais itens se faz em minutos e depois é só ir para a “labuta”. Bascular o veículo somente para verificar o powertrain mesmo.

Grade na dianteira facilita check de itens como nível de óleo, água e radiador

Então a compra vale a pena? Depois de testar na prática e ouvir profissionais que operam com o veículo no dia a dia, sim, é uma excelente escolha. Como afirmamos aqui na Rede do Transporte, a Iveco vem se estruturando cada vez mais em relação a sua rede de concessionários, trabalhando em novas tecnologias para oferecer o melhor custo x benefício seja para os transportadores seja para os autônomos. Se não fosse só por isso, os números de crescimento falam por si só, não?

E o eCitaro já ganhou novas baterias!

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