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Implementos: da tempestade à bonança literalmente!

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Emplacamentos no semestre já é igual ao mesmo período de 2014

Reviravoltas acontecem para o bem e para o mau. E claro, se a pandemia veio “destroçando” os fabricantes de implementos rodoviários no ano passado, agora chegou a vez de dar a volta por cima. O volume de emplacamentos no primeiro semestre de 2021 foi semelhante ao mesmo período apurado em 2014. Este ano a indústria registrou 76.668 unidades ante 76.947 produtos naquele ano. “O desempenho do setor cada vez mais se aproxima dos anos de melhor performance de nossa história”, diz José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR-Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

No balanço do primeiro semestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado, o setor registra 56% de variação positiva. O segmento de Reboques e Semirreboques somou, de janeiro a junho deste ano, 44.879 unidades emplacadas ante 26.723 produtos no mesmo período de 2020. Isso representa 68% de crescimento. No segmento de Carroceria sobre Chassis no primeiro semestre de 2021 foram entregues ao mercado 31.789 produtos, contra 22.414 unidades em igual período do ano passado, representando 42% de crescimento.

A curva positiva de desempenho está ligada ao ritmo de recuperação dos negócios. Todos os 21 segmentos de mercado apurados pela ANFIR (14 de Reboque e Semirreboque e 7 de Carroceria sobre Chassis) estão com variação positiva. “Esse indicador mostra que a recuperação da economia abrange os mais diversos segmentos com destaque para o agronegócio e a construção civil”, explica Spricigo que completa: “estamos realizando e mantendo entregas de implementos rodoviários em todo o País que transportam dois terços do PIB nacional“.

Projeção

O atual ritmo de emplacamentos poderá ser freado no segundo semestre. Um dos fatores é a pressão dos aumentos aplicados em insumos básicos para a atividade do setor, como o aço que responde por 70% das matérias-primas utilizadas na fabricação dos produtos da indústria de implementos rodoviários.

“Reajustar insumos em pleno momento de recuperação da economia seguramente afetará o nosso desempenho porque não há como repassa-los aos clientes nem aborve-los internamente”, alerta Spricigo. Outro aspecto que pode reduzir o ritmo de emplacamentos é o desabastecimento de insumos e componentes.

A projeção inicial feita pela ANFIR em janeiro era de desempenho positivo entre 8% e 10%. “Por conta desse ambiente ainda não temos como estimar uma nova projeção”, conclui o executivo.

Veja o comparativo dos primeiros semestres desde 2014:

2021 – 76.668

2020 – 49.137

2019 – 56.275

2018 – 38.647

2017 – 25.307

2016 – 31.845

2015 – 45.894

2014 – 76.947

Foto: Jefferson Bernardes/ Agência Preview

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