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Por um setor mais igualitário

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Executivas do transporte discutem presença feminina no setor

Nos últimos anos, a participação da mulher no mercado de trabalho, principalmente no setor empresarial, tem sido bastante discutida e levada mais a sério pelas organizações. Segundo a pesquisa mais recente do International Business Report, relatório publicado pela Grant Thornton, as mulheres brasileiras ocupam hoje 34% dos cargos de diretoria executiva, acima da média global, que é 29%, e com um crescimento de 9% em relação a 2019. Realizada com 4.812 empresas em 32 países, a pesquisa apontou ainda que o Brasil ocupa a 8º colocação no ranking, que é liderado por Filipinas (43%), África do Sul (40%), Polônia (38%) e México (37%).

Porém, o transporte rodoviário de cargas, setor responsável por movimentar cerca de 65% de tudo que é produzido no país, ainda é considerado muito masculinizado. De acordo com uma pesquisa recente feita pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região (SETCESP), 66% das empresas possuem mais colaboradores homens, e em 62% dos casos o cargo de média liderança é ocupado por homens.

Para os profissionais em cargo de liderança, o networking é extremamente importante para a expansão do negócio e para a criação de parcerias. Porém, segundo a diretora da Ouro Negro Transportes, Priscila Zanette, esse é um dos principais desafios para as mulheres com altos cargos no setor. “Para a mulher começar a criar networking, uma rede de relacionamento forte e falar de negócios no setor de transporte é muito mais difícil, principalmente porque os eventos do segmento ainda são muito masculinizados, então a mulher fica um pouco mais deslocada”.

Para Ana Jarrouge, executiva do setor de transportes há mais de 20 anos, as mulheres com cargos de liderança precisam se comprometer para mudar esse cenário. “Nós temos que dar cada vez mais voz para as mulheres. Nas empresas, principalmente nos cargos de liderança, são pequenos ajustes que fazemos que auxiliam uma grande parcela dos profissionais. No caso das mulheres, por exemplo, grupos de conversa, apoio psicológico se necessário e pequenas flexibilidades de horários são simples ajustes que criam um ambiente extremamente saudável e produtivo”.

Falando em iniciativas, a TransJordano iniciou em 2019 um movimento feminino dentro da empresa, que busca auxiliar e desenvolver as mulheres nos mais variados cargos. Intitulado Jordanetes, o projeto tem como objetivo aumentar o número de mulheres na empresa até o final de 2021. “Para o projeto acontecer, mapeamos o número de mulheres que trabalham na TransJordano e criamos uma rede de contato com essas profissionais. Criamos grupos de WhatsApp e e-mail para mantermos as conversas e atividades sempre ativas. Atualmente realizamos encontros trimestrais com o principal objetivo de trocar experiência entre elas e temos a meta de aumentar o número de mulheres na empresa em mais 10% até o final de 2021, o que resultará em um total de 40% do quadro de colaboradores composto por mulheres”, avaliou Joyce Bessa, head de gestão estratégica, finanças e pessoas na TransJordano e uma das desenvolvedoras do projeto.

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