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NTU realiza videoconferência com secretários e afirma necessidade de apoio financeiro

O alinhamento sobre as melhores soluções para a operação do transporte coletivo urbano no país frente aos impactos do coronavírus e a necessidade de rever o modelo de funcionamento desse sistema no pós-pandemia nortearam as manifestações dos participantes da 96ª reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana, realizada hoje (15/5), por videoconferência. Entre as principais preocupações expostas estão a demora do Governo Federal em socorrer o setor e a necessidade de uma proposta de superação da crise no transporte público por ônibus com a flexibilização da quarentena.

Com o tema “Transporte público na pandemia Covid-19”, a 96ª reunião trouxe apreensões e também exemplos de soluções adotadas em cidades como São Paulo (SP), Vitória (ES), Belo Horizonte (MG) e outras, para minimizar os efeitos da crise no serviço. O presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Cunha, destacou a gravidade da situação do transporte coletivo e afirmou que antes de se pensar o pós-pandemia é preciso garantir a sobrevivência do serviço. “Precisamos resolver o problema financeiro, salvar as empresas e depois pensar em soluções estruturantes para o coletivo urbano”, alertou.

O presidente da NTU chamou a atenção dos participantes para se mobilizarem e acompanharem a votação da MP 936, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e dispõe sobre medidas trabalhistas. “Temos a emenda 26, que inclui a proposta do setor, o Programa Emergencial Transporte Social, que prevê aporte federal em auxílio ao setor e deve ser votada, e também o Projeto de Lei 2025/20, no Senado, que também nos atende”, destacou, e pediu apoio dos secretários para que as propostas sejam apreciadas.

Otávio Cunha se referiu ao Programa Emergencial Transporte Social, proposta conjunta elaborada pela ANTP, Fórum de Secretários e NTU, que consiste na aquisição de créditos eletrônicos de passagens durante a crise da COVID-19 no montante necessário para cobrir os desequilíbrios entre custos e receitas dos sistemas de transporte. A proposta reflete a intenção de solicitar ao governo que pague por um serviço e não simplesmente ofereça dinheiro. “Os créditos eletrônicos não são para beneficiar as empresas. São para garantir que o serviço não sofra descontinuidade”, enfatizou ele. Otávio Cunha estimou que “se não houver saída para a retomada do serviço em outras bases estruturais, mais de 50% das empresas de ônibus coletivo não vão conseguir retornar às ruas”.

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