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Quase recorde negativo

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EUA interferiu na guerra de preços entre russos e sauditas

A OPEP definiu  a maior redução da produção de petróleo da história, cortando 20% dos barris disponíveis para comercialização no mundo, o equivalente a 20 milhões de barris diários. A diminuição na oferta acertada pela organização dos países exportadores contou com atuação decisiva do presidente americano Donald Trump, que conteve a guerra de preços travada por Rússia e Arábia Saudita nas últimas semanas. Apesar da limitação articulada pelos americanos, a medida pode ser revista caso os efeitos do coronavírus na economia se estendam com força no segundo semestre.

“A meta inicial de redução na oferta não era realista, e era um movimento russo para colocar a conta da crise nas mãos da Arábia Saudita. A atuação de Trump para acalmar os ânimos na organização mostra que os Estados Unidos seguem tendo protagonismo no xadrez global do petróleo”, afirma Leonardo Trevisan, economista e professor de Relações Internacionais da ESPM SP.

Trevisan afirma ainda que a retórica antimultilateral do presidente americano muitas vezes não se concretiza na prática: “Nesse caso, Trump viu que não havia outra alternativa a não ser construir uma solução conjunta com outros atores importantes desse mercado. Ele pode ter que voltar à mesa de negociações caso o preço do barril caia para menos de 25 dólares, o que inviabilizaria a produção em diversos países”, diz.

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