E o gás vai como? De gás ué!
Compagas e NEOgás testam solução sustentável para levar gás natural ao interior do Paraná

A Compagas e a operadora logística NEOgás iniciaram na última semana de maio um projeto piloto para testar o uso de caminhões abastecidos com gás natural no transporte do gás natural comprimido (GNC) para atendimento ao consumidor final. Com esse projeto, o Paraná se torna o primeiro Estado no Sul do País a ter o ciclo de fornecimento de gás natural por via terrestre inteiramente formatado a partir da cadeia do gás.

“Com o projeto, vamos demonstrar uma solução mais sustentável e competitiva para interiorizar o abastecimento de gás natural no Paraná, que poderá ser toda realizada a partir da cadeia do gás natural. Queremos também apresentar aos usuários, transportadoras e empresários do segmento de transportes pesados, a viabilidade do uso do gás como um combustível mais eficiente e mais sustentável que o diesel, podendo ser aplicado a cargas pesadas e para maiores deslocamentos”, destaca o Diretor Técnico-Comercial da Compagas, Rafael Longo.

Neste piloto, que terá cerca de 30 dias de duração, o gás natural distribuído pela Compagas será comprimido pela NEOgás na estação de Ponta Grossa; em seguida, será transportado diariamente por cerca de 130 km até o município de Arapoti, utilizando caminhão Scania movido a gás, para abastecer a indústria BO Paper, que utiliza o gás natural em uma série de aplicações na indústria papeleira. A indústria recebe o GNC, que é o gás natural armazenado a alta pressão, que pode ser levado por transporte terrestre para indústrias e postos de abastecimento distantes da rede de distribuição. “Esta solução permite interiorizar o uso do gás natural, abastecendo cidades e regiões do Estado não atendidas pela rede de distribuição, como é o caso de Arapoti, beneficiando a economia local e levando o desenvolvimento”, completa Longo.

Sustentabilidade nas rodovias

O diretor da Compagas, Rafael Longo, explica que o gás natural é um combustível mais eficiente e menos poluente que o diesel [comumente utilizado em ônibus e caminhões] e que essas características são fundamentais quando se fala em sustentabilidade nas operações.

Em relação ao diesel, estima-se que o gás natural reduza a emissão de CO2 (dióxido de carbono) em 23%, e o biometano, que também pode ser utilizado como combustível para veículos pesados, pode alcançar uma redução próxima a 85%. O abastecimento com esses combustíveis também contribui com a qualidade do ar. Quando comparado ao diesel, a redução de NOx (óxidos de nitrogênio) é de 90% e de material particulados chega a 85%. “Os efeitos do uso destes combustíveis mais limpos podem ser observados no curto prazo, com a colaboração para a redução de doenças cardiovasculares e para a perda da produtividade causada por esses poluentes, impactando positivamente a saúde pública e o meio ambiente”, destaca Longo.

Nesse sentido, para as empresas que possuem metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), substituir as frotas de caminhões movidos a diesel para veículos abastecidos com gás natural pode ser um grande aliado para cumprir com os planos de sustentabilidade traçados, indo ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e também com as metas definidas pelos países na última COP26.

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