Elas no poder!
Comissão paulista de jovens empresários do transporte de cargas tem coordenação formada apenas por mulheres

A Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas (COMJOVEM), núcleo de São Paulo, foi a primeira comissão criada com o objetivo de capacitar futuros líderes para a gestão de seus negócios e para representarem o setor nas entidades sindicais. Iniciado nos anos 90 e reativado em 2004 pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), o projeto ganhou força e se expandiu à nível nacional, chegando a 26 núcleos no Brasil atualmente.

Pela primeira vez na história, em mais de 20 anos, a COMJOVEM São Paulo formou sua diretoria 100% feminina. Ao todo, 3 mulheres compõem os cargos de coordenadora e vices-coordenadoras da comissão, reforçando, sobretudo, a evolução da participação das mulheres no segmento.

“É uma grande responsabilidade formar esta coordenação, porém, é uma honra ver essas mulheres representando a nossa sede, seja nos bastidores ou à frente de empresas e entidades. Isso também retrata uma virada de chave, visto que pouco a pouco as mulheres estão ocupando ainda mais os espaços que antes eram preenchidos somente por homens. Além disso, os movimentos que as entidades de classe, assim como fornecedores e transportadoras, apoiam, alimentam todos os dias essa equidade”, aponta Beatriz Souza, coordenadora do núcleo paulista.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), em 2021, houve um aumento de 61% na participação feminina dentro do setor de transporte rodoviário de cargas, o que já é de se notar diariamente no segmento.

Para Ana Jarrouge, presidente executiva do SETCESP e idealizadora do Vez&Voz – movimento criado para valorizar o público feminino no TRC – o setor está no caminho certo para que as mulheres se sintam, cada vez mais, incluídas para desenvolver e assumir todas e quaisquer atividades, funções e cargos dentro do segmento de transporte.

“Para mim, tê-las por perto dentro das entidades de classe é ainda mais significativo, pois, durante muitos anos, eu me senti sozinha e, hoje, vejo que elas também querem assumir o compromisso de lidar com a questão política de representação sindical. Isso é muito bom. O futuro que realmente almejamos pode estar longe, mas estamos dando passos importantes”, comenta Jarrouge.

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