E a DAF está focando nos segmentos vocacionais com soluções especificas para seus clientes. Prova disso é o início da operação do CF Betoneira 6×4 com a Bennter, empresa gaúcha especializada no fornecimento de argamassa e concreto usinado.
O modelo testado pela Bennter utiliza o motor PACCAR PX-7 de 6,7 litros, com 308 cv e torque de 1.200 Nm, associado a uma transmissão de nove velocidades na configuração atualmente avaliada. O conjunto foi dimensionado para uma operação na qual peso, capacidade de carga, disponibilidade e custo operacional têm impacto direto sobre a rentabilidade do negócio
O veículo vem sendo submetido a condições reais de trabalho, que atua entre rodovias, áreas urbanas e canteiros de obras. A experiência permitiu que engenharia e operação trabalhassem em conjunto em aspectos como relação de diferencial, desempenho em aclives, robustez, economia e dirigibilidade. Os bons resultados dos testes levaram a Bennter a ampliar a experiência com o modelo e acaba de adquirir três novas unidades com transmissão automatizada.
“Quando colocamos um caminhão em uma operação como a da Bennter, conseguimos transformar a experiência do cliente em informação para o desenvolvimento do produto. O resultado é um veículo cada vez mais adequado à realidade brasileira e às necessidades específicas de cada aplicação”, afirma Luis Gambim, diretor Comercial da DAF Caminhões Brasil.
A parceria também revela uma mudança importante na forma de desenvolver caminhões vocacionais. Em vez de definir o produto a partir de especificações de engenharia, a DAF acompanha o veículo em operação, coleta informações dos motoristas e gestores de frota e transforma esses dados em ajustes no veículo. No caso da Bennter, o acompanhamento da engenharia foi realizado de forma recorrente, inclusive com alterações na relação do diferencial para melhorar o desempenho nas condições encontradas no Rio Grande do Sul.
“O uso real é uma etapa fundamental no desenvolvimento de um caminhão vocacional. A operação mostra situações que dificilmente poderiam ser reproduzidas integralmente em laboratório. É a partir dessa experiência que conseguimos aperfeiçoar o caminhão e encontrar o equilíbrio entre robustez, produtividade, conforto e eficiência”, explica Alan Messias, diretor de Desenvolvimento de Produtos da DAF Caminhões Brasil.