Poucas horas depois de anunciar ao país um novo modelo regulatório que muda a lógica da fiscalização do transporte de cargas, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deu mais um passo decisivo: publicou em edição extra do Diário Oficial da União, a atualização oficial da tabela do piso mínimo do frete. A nova regra já está valendo em todo o Brasil.
A atualização foi acionada pelo chamado “gatilho” previsto em lei, mecanismo que determina a revisão da tabela sempre que há variação igual ou superior a 5% no preço do diesel. Com a média nacional fixada em R$ 7,35 por litro (ANP, semana de 15 a 21 de março), os coeficientes foram recalibrados para refletir o custo real da operação.
Na prática, isso significa uma mudança direta no bolso de quem está na estrada: o valor mínimo do frete passa a acompanhar, com mais precisão, o que o caminhoneiro efetivamente gasta para rodar.
A nova tabela atualiza os valores por quilômetro rodado (CCD) e também os custos de carga e descarga (CC), considerando tipo de carga, número de eixos e modelo de operação. Veja alguns exemplos representativos já em vigor:
Carga geral (operação padrão):
de R$ 4,0031 a R$ 9,2466 por km, dependendo do número de eixos
carga e descarga entre R$ 436,39 e R$ 872,44
Granel sólido:
de R$ 4,0338 a R$ 9,2662 por km
carga e descarga entre R$ 444,84 e R$ 877,83
Carga frigorificada ou aquecida:
de R$ 4,7442 a R$ 10,9629 por km
carga e descarga entre R$ 502,29 e R$ 1.030,58
Carga perigosa (granel líquido):
de R$ 4,8611 a R$ 10,2147 por km
carga e descarga entre R$ 610,96 e R$ 1.072,44
Carga conteinerizada:
de R$ 5,1397 a R$ 9,1859 por km
carga e descarga entre R$ 526,13 e R$ 855,76
Também foram atualizados os valores para operações com contratação apenas da unidade de tração e para operações de alto desempenho, com coeficientes específicos que refletem ganhos logísticos e eficiência operacional.
Essa diferenciação garante que o cálculo do frete seja justo e aderente à realidade de cada operação, do pequeno transportador ao grande operador logístico.
Com informações ANTT