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Olho na infra!

  • 12 de agosto de 2026
  • por Ivo Mattos
Electreon debate sobre a infraestrutura como próxima etapa da eletrificação do transporte coletivo

À medida que a eletrificação do transporte coletivo avança, a empresa defende que a próxima etapa dessa transformação depende da integração entre infraestrutura energética e operação, permitindo que o fornecimento de energia acompanhe a rotina dos veículos em vez de interrompê-la.

Nesse contexto, operadores e gestores públicos passam a enfrentar um novo desafio: como manter os veículos disponíveis sem concentrar toda a recarga em longos períodos de parada ou apenas nas garagens. Em corredores BRT e sistemas urbanos de alta demanda, a infraestrutura de carregamento torna-se um dos principais fatores para garantir continuidade do serviço, eficiência operacional e expansão sustentável das frotas.

No Brasil, a dimensão econômica desse debate já aparece nos investimentos programados: o Novo PAC selecionou 77 propostas que somam R$ 10,6 bilhões e preveem a aquisição de 2.296 ônibus elétricos em 61 municípios, segundo o Ministério das Cidades. A expansão torna a infraestrutura de recarga uma decisão de operação e de investimento, não apenas uma especificação dos veículos.

É essa discussão que a Electreon, empresa global especializada em infraestrutura inteligente de recarga sem fio para veículos elétricos, leva à Lat.Bus 2026. Durante a feira, a empresa apresenta experiências internacionais e uma arquitetura tecnológica desenvolvida para conectar infraestrutura, veículos, rede elétrica e software à rotina dos sistemas de transporte coletivo. Com sua participação nos fóruns técnicos da Lat.Bus 2026, a Electreon pretende contribuir para a discussão sobre os caminhos da eletrificação do transporte público no Brasil, especialmente os desafios de infraestrutura que afetam a disponibilidade das frotas e a eficiência das operações.

A proposta da Electreon é integrar a recarga à operação para reduzir interrupções, ampliar a disponibilidade da frota e otimizar a eficiência operacional. À medida que mais ônibus elétricos entram em operação, o desafio deixa de ser apenas substituir o motor a combustão. Passa a ser garantir uma infraestrutura capaz de acompanhar a dinâmica do transporte coletivo, levando energia para além das garagens e integrando a recarga aos diferentes momentos da jornada. Ao combinar recarga estacionária, de oportunidade e dinâmica, a proposta busca reduzir interrupções operacionais, ampliar a disponibilidade da frota, utilizar a bateria de forma mais inteligente, preservando sua reserva técnica e contribuindo para sua vida útil, e permitir que os veículos permaneçam mais tempo em operação, com a recarga acontecendo automaticamente, sem conexão por cabos, ao longo da operação e sempre que o veículo percorrer ou realizar paradas em uma infraestrutura equipada.

 Para operadores de transporte e gestores de sistemas BRT, o desafio não se limita à autonomia dos veículos. Ele envolve disponibilidade de frota, tempo dedicado às recargas, dimensionamento das baterias, uso da infraestrutura elétrica e integração do carregamento à programação diária das linhas.

Ao distribuir o fornecimento de energia entre garagens, terminais, estações, pontos finais e trechos estratégicos da via, a recarga pode acompanhar a operação em vez de permanecer concentrada em uma única etapa. Essa configuração busca reduzir a dependência exclusiva das garagens, oferecer maior flexibilidade operacional e apoiar sistemas que precisam manter os veículos em operação por longos períodos.

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