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Análise importante!

  • 20 de junho de 2024
  • por Ivo Mattos
Pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral analisa acidentes em rodovias federais no Brasil nos últimos seis anos

A Fundação Dom Cabral (FDC), através do Núcleo de Logística, Infraestrutura e Supply Chain, e utilizando o banco de dados da Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transportes (PILT FDC), integrou e compilou as informações do portal da Polícia Rodoviária Federal, entre os anos de 2018 e 2023, o que permitiu identificar a evolução do número de acidentes nas rodovias federais brasileiras. Neste período ocorreram 377.770 acidentes, sendo 167.633 em rodovias concedidas e 210.137 nas rodovias sob gestão pública.

O estudo, que está em sua segunda edição, também leva em consideração, através de metodologia própria, a Taxa de Acidentes (TAc) e Taxa de Severidade de Acidentes (TSAc). Em ambas as taxas, o quantitativo de acidentes é ponderado pela intensidade do tráfego, representada pela multiplicação do volume médio diário (VMDA) pela extensão do segmento viário em que ocorreu cada evento. Além disso, no cálculo da TSAc cada acidente é também ponderado pela respectiva severidade da ocorrência.

Segundo a pesquisa, ao longo dos últimos seis anos, o número de acidentes de trânsito aumentou nas rodovias concedidas, assim como as Taxas de Acidente e a Taxa de Severidade, e diminuiu nas que estão sob gestão pública, incluindo a redução das devidas taxas. Em 2018, foram 28.845 acidentes nas rodovias concedidas, já em 2023 subiu para 30.526, um aumento de 5,8% Quando observada a malha sob gestão pública, os acidentes caíram de 36.880 para 34.650, representando uma queda de 6%.

“Essas evoluções fazem parte da dinâmica do tráfego, cujos volumes englobam um período de cinco anos, considerando a dispersão do efeito da pandemia e já incluindo a significativa transferência, nos últimos anos, de rodovias da gestão pública para a iniciativa privada, cujos investimentos ainda não surtiram o efeito esperado. Outro ponto importante é o crescimento de acidentes envolvendo vulneráveis (bicicletas, pedestres, etc.), principalmente em travessias de áreas urbanas, que têm grande presença em trechos concedidos”, explica Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da Fundação Dom Cabral.

O especialista também destaca que “apesar do aumento de investimentos em manutenção e recuperação de rodovias federais públicas nos últimos anos, ainda é altíssima a diferença em acidentes de alta severidades entre trechos concedidos e os sob gestão pública, o que não pode ser desprezado de maneira nenhuma.”

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