A BorgWarner comemora 50 anos de atuação no Brasil contribuindo ativamente para as transformações que mudaram o curso da mobilidade no país. Sua presença na região começou em 1975, com uma fábrica de turbocompressores para veículos comerciais e pesados em Campinas (SP), e expandiu-se para duas fábricas, em Itatiba (SP) e Piracicaba (SP), responsáveis pela produção local de turbocompressores, embreagens viscosas, correntes de comando e sistemas de baterias.
Durante esse tempo, a BorgWarner desenvolveu e produziu inovações que contribuíram para a eficiência geral e a sustentabilidade do setor automotivo nacional, como o pioneirismo na fabricação de turbocompressores para motores flex de redução.
“Esses turbocompressores, da série B01, foram fornecidos para equipar o primeiro motor 1.0 Turbo Flex produzido no Brasil para o automóvel Volkswagen Up! TSI Turbo. Hoje, aproximadamente 50% dos turbocompressores utilizados em motores flex que circulam no Brasil são produzidos em nossa fábrica em Itatiba”, diz Melissa Mattedi, Diretora Geral da BorgWarner Turbos and Thermal Technologies no Brasil.
Bateria para os ônibus elétricos da Mercedes-Benz
Outro marco importante foi a instalação de uma unidade fabril em Piracicaba, projetada para produzir sistemas de baterias para atender à demanda regional de eletrificação de veículos elétricos comerciais, incluindo ônibus. “Nesta planta, que iniciou oficialmente as operações em 2023, produzimos os Sistemas de Baterias NMC (Níquel, Manganês e Cobalto), que equipam os ônibus elétricos Mercedes-Benz eO500U no país”, afirma Marcelo Rezende, Diretor Geral da BorgWarner Battery Systems no Brasil.
Além disso, outros destaques e inovações da BorgWarner no Brasil incluem:
• Produção local do R2S, um turbocompressor de dois estágios que melhora o desempenho do motor, para equipar o primeiro veículo do Mercosul com motor biturbo.
• Primeira fábrica no Brasil a produzir correntes de sincronismo para atender à região.
• Centro técnico dedicado a testes, pesquisa e desenvolvimento, que permite à equipe brasileira atender às demandas técnicas do mercado latino-americano.
• Produção nacional de turbocompressores com tecnologia avançada de rolamentos de esferas ball bearing para atender às normas de emissões Euro 6. Esses produtos, da série B70H, possuem o sistema de rolamentos de esferas, que contribui para o aumento da eficiência da turbina e a redução do consumo de combustível.
“Esses 50 anos de sucesso no Brasil reforçam que estamos no caminho certo e conectados com nossos clientes e o mercado. Globalmente, nosso portfólio é guiado por tecnologias que apoiam a descarbonização de veículos e, em 2023, aproximadamente 87% de nossa receita global veio de produtos que ajudam a reduzir as emissões ou viabilizam veículos com emissão zero”, disse Michelle Collins, Diretora Global de Marketing e Relações Públicas da BorgWarner.
Remanufaturados
A empresa busca garantir que seus produtos tenham um impacto mais sustentável em diferentes estágios de seus ciclos de vida. Um exemplo disso é a remanufatura de produtos, incluindo turbocompressores e válvulas EGR, para ajudar a promover uma economia circular.
“Com a remanufatura, nos últimos 30 anos, a BorgWarner evitou que mais de 24.000 toneladas métricas de alumínio e ferro fundido fossem para aterros sanitários. Em 2001, inauguramos a primeira linha de remanufatura no Brasil, demonstrando nosso compromisso ambiental na região. Hoje, essa linha é certificada e segue padrões de qualidade compatíveis com novos produtos OEM”, explica Mattedi.
Outro exemplo está relacionado aos sistemas de baterias, que dependem de processos de projeto e produção sustentáveis. “Parte de nossa área de atuação começou a incorporar um checklist de projeto ao processo de desenvolvimento de produtos. Dessa forma, a cada novo produto, as equipes de desenvolvimento consideram os impactos em todos os setores, incluindo a seleção de materiais, o processo de produção, o uso do produto e a viabilidade da reciclagem”, pontua Rezende.
Além disso, a BorgWarner pretende reciclar suas baterias para que elas tenham uma segunda vida útil. Quando não forem mais adequadas para uso em veículos, podem ser reutilizadas para armazenamento de energia em instalações estacionárias, combinando-as com geração renovável para maior estabilidade da rede.