Começou a subir o frete!
Sudeste registra alta histórica de 7,20% no frete rodoviário após escalada do diesel

Após sucessivos aumentos no diesel, o preço do frete rodoviário finalmente começa a dar indícios de alta, porém sem acompanhar a escalada de preço do combustível. É o que aponta a edição de maio do Índice Fretebras do Preço do Frete (IFPF). Entre maio de 2021 e maio de 2022, o custo do transporte por quilômetro rodado por eixo no Sudeste, atingiu alta recorde de 7,20%, desde fevereiro de 2021 quando o índice começou a ser divulgado, enquanto o preço do diesel S500, no mesmo período, subiu 51,16%. Com a nova alta de 14,26% anunciada em 17 de junho pela Petrobras, a expectativa da Fretebras é que os caminhoneiros autônomos intensifiquem as negociações dos fretes, para tentar compensar a escalada no custo do transporte.

Diante deste cenário, a Fretebras realizou uma enquete com mais de 1.300 motoristas, no dia 17/06, e o resultado mostra que 44,8% dos participantes dizem que consideram deixar a profissão em breve, devido ao aumento nos custos do transporte. O diretor de Operações da Fretebras, Bruno Hacad, comenta: “Apesar das iniciativas do governo de gerar mudanças positivas neste cenário de diesel muito alto, como o teto do ICMS e a redução do gatilho nos ajustes da tabela de preço mínimo, a verdade é que o principal fator que influencia no valor dos fretes é a lei de oferta e demanda. Se os caminhoneiros não aceitarem mais viajar a um preço que não compensa, naturalmente o valor do frete vai aumentar. Está nas mãos dos próprios caminhoneiros a força para influenciar o preço no curto prazo, mas para isso eles precisam saber calcular bem os custos do trajeto”, explica Hacad.

Segundo o executivo, o cenário é de desafio no dia a dia dos caminhoneiros, que cada vez mais precisam estar atentos e fazer as contas, para entender quando um frete vale a pena ou não. Eles são os maiores impactados e tudo indica que o motorista autônomo tem negociado mais e melhor, usando mais informações como referência para a sua negociação. “Nós entendemos a real dificuldade do caminhoneiro em fazer o cálculo dos gastos. Por isso, incluímos no nosso aplicativo uma calculadora de custo do frete que permite a qualquer motorista saber a despesa do trajeto antes de negociá-la. Outro fator que dá mais poder de negociação para o motorista é ter muitos fretes à disposição. Nós notamos que nossos caminhoneiros parceiros têm rodado com mais lucro, justamente porque podem escolher entre milhares de fretes que temos disponíveis na nossa plataforma. É um reequilíbrio na balança das negociações”, completa.

A região Sudeste apresentou um dos valores mais altos do frete no mês de maio: R$ 1,04 por km rodado por eixo, acima da média nacional que foi de R$ 1,02. Entre abril e maio deste ano, o preço do frete subiu apenas 0,91% na região, enquanto que o valor do diesel teve crescimento de 3,35% no Sudeste, reforçando essa disparidade entre os reajustes.

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