Aposta no Free flow!
Presidente da CNT defende mais investimentos nas rodovias e a adoção do sistema free flow

O presidente da CNT, Vander Costa, participou do Debate Público Rodovias Mineiras: Perspectivas e Soluções, no qual reforçou a defesa de dois pontos principais: a necessidade de maior investimento público e privado em obras de infraestrutura nas rodovias brasileiras e a importância de os novos contratos de concessão preverem a adoção de sistema eletrônico de livre passagem em pedágios, o free flow.

Na abertura do evento, realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Vander Costa enumerou alguns benefícios que tecnologias, como o free flow, podem trazer. É o caso da otimização dos custos, das operações e dos investimentos, além de ganhos diretos para a população, que contará com mais segurança e tarifas inferiores às atualmente cobradas. Com a aposta no free flow, “será possível acabar com a grande reclamação dos motoristas, de andar, por exemplo, dois, três quilômetros e pagar a tarifa cheia. O tributo será mais justo, porque vai pagar apenas quem usar e pela quantidade que usar (da rodovia concessionada)”, explicou o presidente da CNT.

Vander Costa também defendeu que “o pedágio tenha início no marco zero da rodovia concessionada e vá até o final dela”. Ele citou como exemplo o caso da BR-381, que deve ser leiloada em novembro deste ano. “Essa rodovia já poderia ter 10%, 20% de desconto se a taxa de pedágio fosse cobrada no começo da rodovia. Deixaram para colocá-la próximo de Caeté; então, o usuário do primeiro trecho não vai pagar pedágio; já quem passar a partir de Caeté vai pagar mais caro”, explicou.

Mais investimento

Para ilustrar o atual cenário das rodovias brasileiras, Vander Costa apresentou estes dados da Pesquisa CNT de Rodovias, realizada em 2022: nos 110 mil quilômetros de rodovias pesquisadas, apenas 34% apresentaram as situações boa e ótima; no que tange às rodovias concedidas, esse percentual sobe para 69%. Já no recorte de Minas Gerais, apenas 23,2% são consideradas boas e ótimas e, nos trechos de rodovias concedidas, há um salto para 58,3%.

Nesse contexto, o presidente da CNT foi taxativo: “rodovias ruins são fruto de falta de investimento, o que tem sido recorrente ao longo dos últimos anos”. Embora no início da apresentação tenha enaltecido o fato de o orçamento federal de 2023 ser histórico, na ordem de R$ 20 bilhões, que é mais que o previsto nos quatros do governo anterior, Vander Costa reforçou: “É preciso fazer investimento público onde não há interesse privado e privatizações onde houver atratividade econômica, já que as rodovias privatizadas têm qualidade muito superior”.

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