XCMG Brasil vende 251 caminhões elétricos para a Transportadora Navarini
A XCMG Brasil e a Transportadora Navarini anunciam a venda de 251 cavalos mecânicos 100% elétricos do modelo E7-95T, em uma operação de aproximadamente R$ 500 milhões — a maior compra de caminhões rodoviários elétricos pesados já realizada na América Latina.
Mais do que um recorde comercial, o negócio inaugura uma nova escala para a transição energética no transporte de cargas brasileiro. Até hoje, a eletrificação de caminhões no País avançou em operações urbanas e de curta distância; com a Navarini, ela chega ao segmento mais exigente de todos: o transporte pesado de grãos em rotas de longa distância, coração do escoamento da safra do agronegócio — setor responsável por cerca de um quarto do PIB nacional.
Desenvolvido para operações de alta exigência, o XCMG E7-95T tem Peso Bruto Total (PBT) de 74 toneladas e Capacidade Máxima de Tração (CMT) de 120 toneladas — desempenho equivalente ao dos maiores cavalos mecânicos a diesel do mercado, com zero emissão de gases de efeito estufa durante a operação, menor custo por quilômetro rodado e redução drástica de ruído e manutenção.
“Este negócio representa muito mais do que a venda de caminhões. Depois de meses de trabalho, estudos da operação, análise de relevo, entendimento das necessidades do cliente e testes em condições reais, chegamos a uma solução capaz de unir produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade”, afirma Hilário Matzenbacher, executivo da XCMG Brasil, responsável pelo desenvolvimento e pela concretização do projeto junto à Transportadora Navarini.
Segundo o executivo, o projeto abre uma nova perspectiva para a logística do agronegócio. “Estamos viabilizando uma nova alternativa para o escoamento da produção do agronegócio brasileiro, com tecnologia 100% elétrica e zero emissão de gases do efeito estufa durante a operação”, complementa.
Para Luis Fernando Navarini, fundador da Transportadora Navarini, a aquisição materializa um projeto iniciado em 2024, quando a empresa decidiu ser a primeira do agronegócio brasileiro a eletrificar sua frota. “Nosso objetivo nunca foi apenas comprar caminhões elétricos. É mudar a cultura do transporte no Brasil e provar que a eletrificação funciona onde ninguém acreditava que funcionaria: no pesado, na longa distância, na poeira da safra. Testamos os caminhões na operação real, em condições severas, e os resultados nos deram a convicção para dar o maior passo da nossa história”, afirma.